quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Em sete anos, Brasil deve ter 43 mil jovens assassinados, diz Unicef

Em sete anos, 43 mil adolescentes devem ser vítimas de homicídio no País. Por dia, a média deve ser de 16 assassinados (com idades de 12 a 18 anos) entre 2015 e 2021 se mantidos os atuais índices de violência. Homens, mostram as estatísticas, têm 13,5 mais risco de serem vítimas do que mulheres. O perigo para jovens negros é 2,8 vezes maior na comparação com brancos. O Nordeste é a região mais violenta para a faixa etária.

Isso é o que revela um levantamento feito pelo Unicef, braço das Nações Unidas para a infância, Secretaria dos Direitos Humanos, o Observatório das Favelas e o Laboratório de Análise da Violência da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). A estimativa é baseada no Índice de Homicídios na Adolescência (IHA), que cruza dados oficiais e considera mortes de jovens por homicídio em 300 municípios com população acima de 100 mil habitantes.

Em 2014, o IHA mostrava que, a cada mil adolescentes com 12 anos na época, 3,7 devem morrer por homicídio antes dos 19 anos. O índice é alto, diz o estudo, porque uma sociedade não violenta deve apresentar valores próximos a zero.

O valor de 2014 é o maior da série desde o início do monitoramento, em 2005. O Nordeste apresentou os índices mais elevados: há três anos, a região perdeu 6,5 adolescentes para cada grupo de mil pessoas, o dobro da tendência nacional.


Das dez capitais mais violentas para adolescentes, o Nordeste concentra sete. Fortaleza lidera - com 10,94 adolescentes assassinados a cada mil. Planos assistenciais federais, como o Bolsa Família, e a melhoria de indicadores sociais e de renda na região nos últimos anos não foram suficientes para controlar os homicídios no Nordeste.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

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