
Os sindicatos, associações e policiais também externaram “indignação”, após declaração em rede social do governador Robinson Faria, de que não aceitaria “insubordinação da Polícia Militar”, e apontaram as declarações como um ato “desrespeitoso”.
Atualmente, o Executivo está entregando os salários com até 60 dias de atraso. A categoria defende que o pagamento salarial seja realizado até o último dia útil do mês, como estabelece o art. 28 da Constituição Estadual. Desde fevereiro de 2016 que o Governo do Estado não cumpre a determinação. O subtenente Eliabe Marques, presidente da ASSPMBM/RN, explicou que o pagamento de setembro, que ocorreu ontem (06) e a sinalização do pagamento de outubro na segunda-feira, não amenizam os constantes atrasos. “Queremos que o governo sinalize um calendário fixo. Com a declaração de ontem, nossa revolta só aumentou”, frisou Eliabe Marques.
“A situação está insustentável. O governador anunciou que iria priorizar o pagamento dos servidores, mas não vimos atitude alguma. Priorizar é pagar dentro do mês trabalhado, ativos, da reserva e pensionistas igualmente”, disse o subtenente Eliabe Marques. “Por este motivo, os policiais e bombeiros se concentrarão no Centro Administrativo do RN fardados, desarmados e lisos”, destaca.
O major Antoniel Moreira, presidente da Associação dos Oficiais Militares Estaduais do RN, acrescenta que a recomendação é a parada do policiamento ostensivo, com recolhimento das viaturas. “O que não estiver em condições de uso e dentro da validade, seja viatura, munição, colete, não será utilizado e o militar não sairá para as ruas”, relata. “Não abrimos mão também que seja dado o mesmo tratamento aos da reserva e pensionistas, quanto aos pagamentos em dia”, ressalta.
A presidente da Adepol, Paoulla Maués classificou a situação de atrasos no pagamento de salários como “insustentável”, e disse que a Associação apoiava de maneira irrestrita todas as outras categorias, de PMs, Bombeiros e demais servidores. “Queremos a programação dos pagamentos e não apenas boa vontade, o governo precisa se programar e fazer o básico, que é pagar salário”, disse a delegada.
Tribuna do Norte
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