
O pedido de desculpas acima é do capitão da Polícia Militar do RN, Styvenson Valentim, que durante quase dois anos viveu dias de celebridade ao comandar, com extrema rigidez, a fiscalização da Lei Seca no estado. Em maio do ano passado, quando ainda desempenhava a função de coordenador, enviou um áudio pelo Whatsapp para uma mulher vítima de um acidente. Na gravação, Styvenson disse: 'policial civil ganha bem para não fazer nada'.
As palavras do capitão causaram revolta na Polícia Civil. No dia seguinte, diante da repercussão, Styvenson chegou a se retratar. Em matéria publicada pelo G1 na época, ele admitiu ter agido intempestivamente ao generalizar sua insatisfação. Mas, o Sindicato dos Policiais Civis não se comoveu e abriu um processo contra o militar. Na ação, foi cobrado 20 salários mínimos, o correspondente a R$ 18.740, valor que seria repassado a instituições de caridade. Contudo, diante da juíza Érika de Paiva Duarte Tinôco, da 6ª Vara Cível da Comarca de Natal, o capitão fez um acordo com o Sinpol e prometeu, novamente, se desculpar publicamente.
Sem constrangimento
“É isso o que estou fazendo. Como eu disse, sem constrangimento ou qualquer sentimento de vexame ou submissão, estou novamente pedindo desculpas aos bons agentes, escrivães e delegados da Polícia Civil. Mas, é preciso esclarecer que o que eu disse foi em razão do fato de a mulher para a qual mandei o áudio, que havia sido vítima de um acidente, ter relatado que o infrator era um advogado, que estava embriagado, e que o delegado que atendeu a ocorrência sequer o autuou. Fiquei indignado e por isso gravei aquele áudio”, ressaltou Styvenson.
Com indignação
“Eu estou indignada com tudo o que aconteceu. Para o capitão Styvenson, que só tentou me ajudar, a Justiça foi bem eficiente. Mas, para o verdadeiro culpado disso tudo, que foi o advogado que causou o acidente, nada aconteceu”. As palavras são da supervisora logística Sahonara Suzane, de 27 anos. Foi para ela que o capitão Styvenson mandou o áudio. A gravação, depois foi disponibilizada no grupo que os envolvidos criaram no Whatsapp. E, de lá, acabou vazando para outros grupos e outras redes sociais.
O acidente a que se refere Sahonara aconteceu na noite de 27 de maio do ano passado. “Foi um engavetamento, que acabou causando danos no carro dele, do advogado, e em outros três veículos, incluindo o meu. Os outros dois carros tiveram perda total”, lembrou ela.
Com informações do G1/RN
Com informações do G1/RN
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