
De acordo com o delegado titular da Deprov, Licurgo Nunes Neto a maioria desses roubos e furtos é praticada por quadrilhas especializadas em clonagem, desmanche ou criminosos que usam o veículo roubado para a prática de outras atividades ilícitas. "Com as investigações já conseguimos identificar dezenas de quadrilhas e com isso executamos operações que resultaram no fechamento de desmanches e na prisão de indivíduos envolvidos com clonagem principalmente de veículos de luxo", explicou.
O delegado ainda disse que boa parte dos veículos roubados é usada por delinquentes em outras investidas criminosas, por isso que muitos carros e motos são abandonados ou recuperados pela polícia, cerca de 2397. Perguntado sobre as razões para o aumento desse número nos últimos 180 dias Licurgo aponta três fatores, a deficiência no efetivo policial, a falta de investimento em operações de repressão e prevenção e o que para o delegado e a mais grave a flexibilidade das penas as quais são direcionadas a pessoas envolvidas em roubos e furtos de veículos. "A gente prende o infrator e quando menos esperamos ele é preso novamente mesmo condenado, geralmente cumprindo pena no regime semiaberto", destacou.
Os roubos e furtos de veículos se concentram na capital em bairros da zona Sul como Lagoa Nova, Capim Macio, Candelária, Nova Descoberta e Pitimbu. A média, de acordo com os registros é de 16 veículos furtados ou roubados diariamente somente na região metropolitana.
Portal BO
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