
No discurso de defesa, Luiz Almir citou a reportagem publicada pelo Agora Jornal no último mês de março, onde o ex-governador Fernando Freire, líder do esquema e que está preso desde 2015 devido os desdobramentos do caso, lhe isenta de ter sido um dos beneficiados no esquema das gratificações. De acordo com o parlamentar, além da declaração do próprio ex-governador, o fato de não ser deputado estadual no período em que o processo é investigado lhe dá outro subsídio para provar sua inocência perante a Justiça potiguar, na qual, inclusive, ele já entrou com embargo para rever a decisão.
Existem muitos indícios de que eu não fui um dos beneficiários destas gratificações. O processo é relativo aos anos de 1995 até 2002, mas eu só fui deputado estadual entre 2003 e 2009. Não recebi nada, não tenho nada com esse esquema. Já quebraram até o sigilo bancário da minha conta e viram que não existem valores indevidos lá. Até o próprio Fernando Freire revelou que eu não tenho nada com isso. Na verdade, estou sendo muito injustiçado, mas confio que tudo será resolvido. Minha defesa já foi acionada e nós vamos entrar com recurso. Se um dia eu não for correto, que Deus leve a minha vida, afirmou.
A decisão judicial que pede para a Câmara Municipal do Natal destituir Luiz Almir do cargo de vereador foi assinada pelo juiz Bruno Lacerda Bezerra Fernandes, da 5ª Vara da Fazenda Pública. Caso realmente o representante do PR seja excluído do quadro de vereadores da Casa, Dagô do Forró (DEM), primeiro suplente da coligação de Almir, será empossado na Câmara. Nas eleições do ano passado, Dagô alcançou a marca de 3.428 votos.
Agora RN
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