
Segundo o prefeito, o Alecrim tem, atualmente, cinco mil pontos comerciais, que oferecem 35 mil empregos. Mas, já foram oito mil pontos comerciais em funcionamento, gerando oito mil postos de trabalho. A queda desses números, avalia Carlos Eduardo, é consequência da perda de público no centro comercial do bairro.
“O Alecrim está degradado, fazendo com que os consumidores prefiram ir a outros centros comerciais, porque não conseguem estacionar seus veículos, nem mesmo caminhar nas calçadas. O bairro está sendo abandonado pela população, mas ainda podemos salvá-lo. O Alecrim só não vai acabar se tiver a oportunidade de se revitalizar”, acredita o prefeito.
“Os ambulantes não podem mais ficar nas calçadas. Calçada é lugar de pedestre. Aquilo está matando o Alecrim”, acrescentou, revelando que, “há muito tempo”, procurava uma solução para a modernização do bairro. Segundo contou, essa oportunidade apareceu agora com o surgimento de um grupo comercial que procurou a Prefeitura para comunicar a construção de um shopping e vários microshoppings no Alecrim.
“Não se trata de Parceria Público Privada, pois não há por parte da prefeitura cessão ou alienação de bens, nem isenção fiscal. Também não cabe licitação, pois o Município nada pagará pelas obras que serão feitas nas calçadas e praças do Alecrim”, esclarece o prefeito, explicando que a padronização das calçadas, a reforma da praça Gentil Ferreira, a construção de um obelisco com o novo relógio do Alecrim e a construção de um boulevard onde hoje funciona o camelódromo, além da instalação de um sistema de câmeras para o videomonitoramento do bairro pela Guarda Municipal, foram contrapartidas exigidas pela Prefeitura para licenciar os empreendimentos comerciais do Grupo 25.
“O G25 não está recebendo nada em troca dessas intervenções urbanas. Eles estão comprando ou alugando terrenos de particulares para instalar seus shopping e microshoppings. Mas, sabem que, com o Alecrim do jeito que está, não terão público para seus empreendimentos”, explicou Carlos Eduardo.
O prefeito insistiu que Natal não pode perder essa oportunidade de resgatar o potencial comercial do Alecrim. “Os empresários do G25 entenderam que as contrapartidas exigidas pela Prefeitura são essenciais para manter, recuperar e aumentar o público consumidor que vai ao Alecrim. Hoje, do jeito que está, o Alecrim não comporta o fluxo de pessoas um shopping com 380 lojas e mil vagas de estacionamento vai atrair”, analisa. Continue lendo...
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