
A equipe do presidente planeja uma campanha de marketing, para ser veiculada a partir de março, no esforço de desvincular a figura pública de Temer de denúncias de corrupção e de acusações de irregularidades.
A ideia é rememorar a carreira do emedebista, afirmando que ele não possui contas bancárias no exterior e tem patrimônio compatível com a sua trajetória política.
Isso inclui mostrar detalhes da vida privada do presidente, argumentando que sua família não consome produtos de luxo, não trocou de carro desde que ele assumiu o Palácio do Planalto e que mantém uma vida simples.
Em entrevista à Folha, há duas semanas, o presidente antecipou que pretende se dedicar neste ano à reabilitação de sua imagem, diante do que chamou de uma “tentativa brutal” de desmoralizá-lo.
"Não vou sair da Presidência da República com essa pecha de um sujeito que incorreu em falcatruas”, disse.
"Há uma tentativa brutal de tentar desmoralizar o presidente. Neste ano, vou me dedicar, entre outras reformas, à minha recuperação moral. O que fizeram comigo foi uma coisa desastrosa. Aliás, podem registrar que os meus detratores estão na cadeia. Quem não está na cadeia está desmoralizado. Mas a todo momento qualquer coisa é o presidente da República”, afirmou Temer.
No ano passado, o presidente foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República por organização criminosa, corrupção passiva e obstrução judicial. As acusações foram barradas pelo plenário da Câmara.
Ele ainda é investigado pela Polícia Federal em inquérito sobre supostas ilegalidades na edição de um decreto que ampliou o período dos contratos de concessão na área de portos. O presidente nega ter cometido irregularidades.
Folha de São Paulo
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