
No último domingo, uma árvore não suportou o peso da água em seus galhos e caiu, o que interditou a rua Jundiaí nas proximidades da Câmara Municipal, em Tirol.
O temor que novos desabamentos aconteçam é iminente. Na última edição do Inventário Florístico de Natal, de 2016, um estudo sobre a qualidade da cobertura vegetal, foram catalogadas 1.729 árvores em toda a capital. Deste total, 19% apresentavam péssimas condições fitossanitárias. Ou seja, em 329 unidades havia o risco de queda de árvores ou galhos.
Sem manutenção, a possibilidade de novos tombamentos é cada vez maior. Ainda segundo o levantamento de 2016, a Avenida Hermes da Fonseca – uma das principais vias da cidade – registrou a maior quantidade de árvores, com 257 catalogadas. À época, 16% das unidades apresentavam péssima manutenção.
De acordo com a Semsur, não há dados sobre o desabamento de árvores em 2018, por conta da ausência do serviço de poda e extração de árvores.
Para que a fiscalização seja retomada, a secretaria diz que está trabalhando em um novo processo licitatório, mas sem prazo de conclusão. Já foram publicadas duas cartas-propostas para convocar empresas interessadas no serviço, em abril, mas não houve resultados.
Atualmente, as ocorrências de árvores derrubadas são atendidas, de forma conjunta, por órgãos municipais, como a Defesa Civil, a Secretaria de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb) e a Companhia de Limpeza Urbana de Natal (Urbana). Além disso, o Corpo de Bombeiros também faz a retirada de árvores caídas.
A Defesa Civil Municipal, ligada à Secretaria Municipal de Segurança Pública e Defesa Social, informa que não tem trabalhos preventivos. O secretário João Paulo Mendes diz que o órgão só atua em situações de desabamento de material vegetal. “Não temos técnicos ambientais para esta atividade. Quando recebemos ligações com alguma situação urgente, nós comunicamos ao Corpo de Bombeiros”, complementa.
A Semurb não respondeu aos contatos da reportagem.
Por Jalmir Oliveira
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